Cheque a moda Checa! – Por Fe Prats


 

Desculpem o trocadilho. Em inglês fica mais divertido, ó… Check Czeck Fashion é o nome de um blog de moda bem famosinho na República Checa. Falando nisso, vale também checar o da Adela Chloé, que conheci naquela festa do post anterior.

Mas, calma, minha ídola na blogsfera continua sendo a Ju. Nem preciso explicar porquê, né? Sempre aprendo muuuito com essa FERA, que fez meu lado blogger sair do armário. Cuido com muito carinho deste espaço aqui, então bora cumprir minha promessa:

TOP 5 LOJAS DE MODA EM PRAGA:

1. LEEDA 

LEEDA

Essa loja foi unanimidade nas indicações. A marca tem mais de dez anos e já vestiu famosas como Tilda Swinton, Susan Sarandon e Kim Cattrall (a Samantha de Sex and The City). A dona é a estilista Lucie Kutalkova, que costuma ficar na loja para conversar com as clientes e fazer ajustes.

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leeda praga

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2. KURATOR 

KratorANDRES GALLARDO

Como o nome dá a entender, rola uma curadoria de peças interessantes das marcas locais e também internacionais. Vale a pena fuçar no site.

KuratorKATERINA JOLANA

3. CHATTY

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Eles fazem jeans sob medida, e a confecção de uma “simples” 5 pockets tem processo de alta costura na Chatty.

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chatty

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Curti tanto o conceito que até editei minha entrevista com a estilista para vocês terem uma idéia… Vem ver:

4. SHOWROOM

fachada showroom

Essa é fresquíssima, tinha acabado de inaugurar quando fui conhecer. Em uma construção antiga, reúne o que há de mais moderno na moda checa. Inclusive, abrindo espaço para as criações dos estudantes da Umprum, escola de moda local super moderna:

SHOWROOM roupas da UMPRUM

A arquiteta que reformou o lugar também desenha jóias e costuma trabalhar por lá – claro que fui fuçar o ateliê dela!

SHOWROOM KLÁRA ŠÍPKOVÁ

Mas o que mais me impressionou foi a história dessa marca de bolsas: um dia o designer precisava sair correndo e enfiou uma porção de coisas num envelope para carrega-las. Aí gostou da idéia e improvisou alças… transformando em uma bolsa. Foi elaborando mais, experimentando materiais, até chegar a um modelo unissex e customizável (dá para escolher a alça, o corpo e os botões):

SHOWROOMbolsa 1

SHOWROOMbolsass design

5. BOTAS 66 

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Uma loja de tênis cult! Descolados de todas as partes do mundo divulgam a marca – que evita a propaganda – em seus blogs e redes sociais. Sua história envolve tantos números que os nerds do Remote Year amaram, olha só: foi criada em 1949 numa cidadezinha onde viviam vários sapateiros. Em 1966 desenvolveu este modelo de tênis esportivo/casual, que ganhou status de ícone do design checo em 2005 e foi premiado internacionalmente em 2008 e 2009:

botas 66

O logotipo com dois dados virados no número 6 se tornou uma espécie de talismã. Dica: se um dia você visitar essa loja, tente a sorte… quem acerta o mesmo resultado, não paga nada pela compra.

botas 66 colab

Foi uma delícia fazer esta pesquisa – quem tiver a oportunidade de ir a Praga, não pode perder essas lojas de jeito nenhum. Os checos curtem contar a história por trás das marcas e eu adoro saber de tu-do… Ah, e ainda matei saudade participando de uma sessão de fotos da Soffa Magazine. Mostro os bastidores lá no meu canal do You Tube.

Até o próximo post!

fe prats

Beijos, Fê Prats

rodape ok fe prats

 
 
 
 

Festa style só com gente bonita – by Fe Prats


 

batismo da revista

Já estou me instalando no novo destino do Remote Year e logo terei muito que contar daqui… Mas antes quero compartilhar com vocês os melhores momentos que vivi em Praga. Fui a uma festa incrível da Soffa Magazine, uma revista focada no design e estilo de vida da República Tcheca e da Eslováquia. Eles fizeram o lançamento da nona edição “em papel” no terraço do badalado Emblem Hotel.

Eu não sabia que eles tinham o costume de batizar as revistas então tomei um susto quando vi um dos convidados dando um banho de champanhe num exemplar, hehehe.

cara batizando revista

Depois vi no site que a primeira edição foi batizada com bolinhas de sabão… fiquei encantada com a idéia! E olha a coincidência: o tema deste mês é, apenas, VIAGENS. Dá uma olhada na versão online da revista. Está em inglês, ufa!

soffa-viagens

soffa

As editoras da revista trabalharam na Elle local e na Marianne (fazendo makeovers de decoração) e reuniram uma turma bem descolada neste evento – diferente do encontrei pelas ruas num mês inteiro explorando a cidade. Vem ver alguns looks na festa da Soffa:

looks em praga

De certa forma, confirmei minhas impressões sobre a moda e estilo de vida tcheco quando fiz a entrevista que vai encerrar este post.

Quem conta tudo é a Pavllina Louzenská, diretora de marketing do Zoot, maior e-commerce do Leste Europeu, e uma das top 3 pessoas mais influentes da região. Ela é bam bam bam, mas também uma fofa…  Não resisti e editei nossa conversa pra mostrar pra vocês – não reparem a qualidade, era só para meu arquivo rs… Mas agora estou pensando em criar um canal no Youtube, o que vocês acham?

Olha que demais o que Pavlina tem a dizer:

No próximo post, faço um resumão do que mais me impressionou na pesquisa da moda local.

Beijos!!!

Fe.

meninas lendo

rodape ok fe prats

 
 
 
 

Fe Prats em Praga: Acessórios customizados


 

praga

No último post que enviei aqui de Praga, comentei que o que mais me atraía em termos de moda vinha de outros países.

Como a cidade está sempre lotada de turistas, as melhores marcas do mundo se instalam nas proximidades dos pontos mais visitados, como a Praça da Cidade Velha, o Relógio Astonômico, o Castelo.

Às vezes, me sinto num cenário de conto de fadas… Aí aquele monte de gente por todos os lados me traz de volta à realidade.

Estes dias, pra fugir da multidão no centro histórico, entrei nesta loja super fofa da Obag:

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Já tinha ouvido falar nessa marca inglesa de design italiano, mas pela primeira vez passei um tempo brincando com as muitas possibilidades de customização. Lá a gente pode montar as bolsas, pulseiras, óculos e relógios do jeito que preferir.

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Aliás, minha brincadeira começou com o Owatch – primeiro produto lançado com esse conceito. Dá pra escolher cada componente e criar o relógio ideal

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As bolsas também são customizáveis, com diferentes materiais e acabamentos. Podem inclusive ter esteiras acopladas.

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Só falta aquele toque artsy da Ju pra ficarem mais especiais! Mas, pra mim, a idéia do lustre-bolsa (você viu, lá em cima, na primeira foto?) foi a mais original!!

Quer brincar disso também? Dá pra criar sua peça no site da Obag, eles entregam no Brasil!

Fecho o post com um look meu que andou fazendo sucesso por aqui. Espero que agrade por aí também, depois vocês me contam:

look fe prats

A blusa é da Monki / o cinto é da Pitanga Acessórios / a saia é da Promod / os loafers são da Blue Bird Shoes

Agradecimento: Galaxy Note 4 com capa S View Cobre – Samsung Brasil (foi com ele que tirei todas as fotos!).

selfie fe prats

beijos e até o próximo post, Fe.

rodape ok fe prats

 
 
 
 

Nem tão moderno, nem tão retrô… By Fe Prats


 

Pronto, já estou “morando” em Praga, primeiro destino do Remote Year.

As ruas e estúdios de São Paulo ficaram para trás e agora rola até uma mesa de trabalho!

workspace

Meus colegas têm diferentes estilos, idades e sotaques, mas a maioria é o que eu chamava de Nerd – antes de saber que o termo certo pra isso é Tech, hehehe. Eles estão super acostumados ao trabalho remoto, são viciados em WiFi e usam Apps pra tu-do.

Pra me comunicar melhor nas redes do grupo, criei um board no Pinterest só com trios de fotos+legendas em inglês. Minha ideia foi resumir as 3+ do dia, com um conceito visual e direto. Postei algumas em português também, no meu Instagram. Quero saber o que vocês acharam!

Tanta novidade acontecendo ao mesmo tempo e não sinto que a moda tcheca esteja no mesmo ritmo…  Acreditam que ainda não consegui juntar 3 boas imagens de designers locais? E olha que não aposentei meu instinto de pesquisadora nem as batidas de perna. Tudo que acho interessante vem de fora: Itália, Alemanha, Holanda… Então minha atualização de hoje tem um que de De volta para o Passado:

cafoninhas

Vi muitos vestidos acinturados com saia evasé pelas lojas de rua. Uma linguagem bem ladylike, só que pobrinha. Mesmo não sendo de redes internacionais, adivinhem de onde vêm as roupas? China. Aff, aqueles tecidos que parecem de plástico!

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A exceção até agora foi a Lazy Eye, com criações de Judita Nevsimalová. Um atelier descolado que inspirou meu trio retrô!!!

lazy-eye

lazyeye

 

Achei fofos esses looks com pegada vintage.  E ela produz também acessórios como calçados, bolsas e luvas, além de uma linha infantil:

kids

Imagina na Carminha, Ju!!!

Ainda nessa vibe, adorei a ambientação do café Kaaba

cafe

…Onde a turminha de brasileiros do projeto formou “a máfia da caipirinha”:

brasucas

Semana que vem, vou me encontrar com uma stylist local que prometeu apresentar o que há de mais quente na moda daqui.

Depois conto tudo pra vocês!

Fecho o post com dois looks que andei usando no verão daqui, quem sabe inspira?

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Regata da feira de BH (sim, da feira, custou R$ 5! Sucesso) / Calça Mareu Nietzche / sandálias Tabita / bolsa de Londres e óculos de Estocolmo, tudo pechincha 😉

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Regata H&M / Saia Promod / Bolsa BCBG Max Azria / cardigã Cacharel

Beijos, Fê.

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Fe Prats em Paris: Louis Vuitton originalíssima!


 

Meu Remote Year começa oficialmente semana que vem. Mas, antes… Paris. Aqui dou o start na série de posts que vou mandar para vocês dos quatro cantos do mundo!

O que acontece é que antes de Praga (a cidade onde começa o Remote Year), resolvi passar um fim de semana na cidade luz. O vôo tinha uma escala obrigatória e… Como evitar? <3

E esse meu post será dedicado à Fondation Louis Vuitton – nada mais fashion! Lá, exposições incríveis o ano todo.

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Mas antes de contar sobre a exposição que vi, vamos falar do visual do lugar. Afinal, ele divide a opinião dos franceses desde sua inauguração. O arquiteto Frank Gehry, de quem sou FÃ, não economizou na ousadia. Uma obra que pode ser classificada como opulenta e minimalista ao mesmo tempo – na minha modesta opinião. Um barco gigantesco, mas de estrutura levíssima, que parece flutuar no meio do Bois de Bologne.

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Por ser, assim, um pouco afastado do buxixo de Paris, adiei a visita várias vezes. Mas fiz questão de aproveitar o final de semana antes do Remote Year para tirar esse atraso. Fiquei sem fôlego de tanto suspirar a cada parte que ia descobrindo! E fiz tudo o que tinha direito, só não entrei na água como as criancinhas rs!

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Estava ansiosa para ver a exposição “As Chaves de uma Paixão”. Um acervo incrível, dividido em quatro temas, ou chaves: Expressionismo Subjetivo, Contemplativo, Popista e Musical. Achei a curadoria super “esperta”, mas fiquei frustrada por alguns quadros estarem atrás de vidros. Tão melhor quando dá pra sentir a energia das pinceladas, a textura e o brilho real das imagens…

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Ainda bem que vi “O Grito” de Munch na trip da Escandinávia, senão ficaria ainda mais frustrada. Também, só de raiva, fotografei “A Dança” do Matisse com meu celular –  ato punk pra combinar com a última sala:

fe prats paris 5

Quando for a Paris, não marque bobeira. Pega um uber ou vai de metrô + uma caminhada leve porque o passeio vale muito a pena! A exposição vai até dia 6 de julho.

Volto logo com mais dicas da minha viajona. Bjs!!!

Fe.

fe prats paris 16

* Fe tirou todas as fotos com o Galaxy Note 4 da Samsung

**Look da Fe: Jaqueta e camisa Meexx (loja bárbara da Holanda) / óculos Monki (marca finlandesa) / calça Ágatha / loafers Blue Bird / bolsa Longchamp / acessórios Sophie&Juliete

rodape ok fe prats

 
 
 
 

Fe Prats em 12 novas viagens… Ou mais!


 

Isso mesmo. Vou passar um ano inteirinho viajando pelo mundo, um mês em cada destino. Cidades na Europa, Ásia, América do Sul…. E claro que vou compartilhar essa experiência com vocês.

placas istambul

Quando voltei daquele rolê de dois meses pela Escandinávia – a famosa “Saga” que postei aqui – me inscrevi para participar de um projeto mega ousado, o Remote Year.

remote year

Ele foi criado para pessoas que não precisam comparecer fisicamente ao trabalho e querem explorar melhor essa vantagem.  Eu sempre estive presente nos meus jobs, mas agarrei a oportunidade e estou adaptando totalmente meu estilo de vida. Afinal, foram mais de 25 mil inscritos e o grupo de aprovados terá no máximo 100 pessoas!

istambul do barco

SAMSUNG

O interessante é que haverá gente de vários países, profissões e idades diferentes… Mas todos com essa mesma vontade de abraçar o mundo, que eu também tenho. Conto com as boas vibrações de vocês para que dê tudo certo, certíssimo, e com certeza terei muito que contar por aqui. Obrigada, Ju, por me fazer sentir “em casa” neste blog, onde quer que eu esteja.

derviche rodopiante

Até o próximo post!!!

Fê Prats

fe prats

rodape ok fe prats

 
 
 
 

E a viagem de Fe Prats chega ao fim… Do mundo!


 

Abri minha mala pra vocês, mas faltou contar pra onde a levei depois da Finlândia! Já que fomos tão longe, resolvi explorar o que havia ali por perto.

Pra chegar à Estônia, por exemplo, foi só fazer um mini-cruzeiro.

chegada-tallin

Dei um bom rolê pela Old Town, o centrinho de TALLIN, que mantém toda a “configuração” da época medieval – hoje abrigando museus, galerias, hotéis, muitos bares e restaurantes.

centrinho Tallin

Curti particularmente o tradicional café Maiasmokk

cafe-tradicional

…Além de um espaço bem alternativo chamado Kooli Hoov, com palcos onde as pessoas podem se apresentar livremente:

KooliHoov-cafe-alternativo

O outro bate-volta foi por trem de alta velocidade até SÃO PETERSBURGO. Adoooro trens! Mas passei um certo perrengue por decidir em cima da hora e a mudança de fuso deixou tudo muito confuso na minha chegada. Afff… Se alguém for pra lá e quiser umas dicas pra evitar roubada, estou à disposição!

Depois de descer SENTADA na escada rolante mais íngreme do mundo e sair da estação de metrô mais luxuosa que já vi, tive que fazer as pazes com o ônibus vermelho. Aquele, bem turisticão, que leva a todos os pontos principais das cidades, sabe? O tempo que passei lá foi tão intenso que valeria um post inteiro, mas fiz o Top 5 do que mais me impressionou: a catedral do sangue derramado (que eu tanto sonhava conhecer!)…

catedral

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…O luxuoso Elisseeff Emporium

eliseevsky

…O choque de culturas

chocada

…As propagandas bizarras

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propaganda

…E as sandálias vertiginosas!

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Não fiquei traumatizada com as resoluções de última hora, tanto que ainda inventei de passar uma semana na ISLÂNDIA.

centrinho

Bookei meus transfers do aeroporto para o hotel em pleno vôo da Icelandair e dali mesmo chequei a imensa oferta de tours. Pra escalar um vulcão ou simplesmente ir até um shopping mais afastado, as agências cuidam de tudo, stress free. O único “grau de dificuldade” que me atingiu (literalmente) foi o frio!

fe na cachoeira

Mesmo assim, vi tudo que tinha direito: o ponto entre os continentes Europeu e Americano, a praia “preta” (com formações de lava)…

praia-lava

lava

Geleiras, gêiseres e cachoeiras, além de curtir um dia na famosa Blue Lagoon:

blue-lagoon

blue-lagoon-a-noite

Claro que também explorei muito por conta própria – dava pra ir caminhando a quase os pontos turísticos da capital Reykjavik, menor que muito bairro de São Paulo!

Curti demais as pessoas que conheci por lá. Elas pareciam meio fechadas no início, mas aos poucos iam revelando suas idéias e gostos.

praia

Já tinha sentido isso ao reparar nos detalhes das fachadas. São intervenções sutis, com pistas sobre a personalidade de quem mora dentro de cada casa:

derakhe-janela

detalhe-fachada

janela

porta amarela

Os “locais” me indicaram uma praia geodésica que não está nos guias. Lá, a brincadeira é sentar na piscininha formada por pedras, de onde brota uma água bem quente, depois se jogar no mar geladíssimo. E vice-versa.

praia-geodesica

Pronto, falei da Islândia sem citar a Bjork! :)

No cinema, chamamos de Hora Mágica aquele momento perto do nascer ou pôr do sol, quando uma luz azulada envolve o ambiente. Nunca escurece por completo no verão escandinavo e me senti mergulhada nessa beleza, vivendo várias Horas Mágicas durante essa viagem…

Espero ter passado um pouco disso pra vocês… digamos que foi um trailer. A Juliana abriu esse espaço tão generosamente e ainda me convidou pra continuar contando minhas histórias por aqui. Claro que topei NA HORA.

Até o próximo post, então!!!

beijo, Fe.

fefe

*Para ler a saga completa da Fe pela escandinávia, clica aqui

rodape novo fe prats

 
 
 
 

Fe Prats ensina a montar uma mala compacta


 

mala de viagem como fazer 2

Antes de terminar a saga escandinava, vou cumprir com a promessa que fiz pra Ju e pra várias pessoas que viram esta foto (da minha mala, aí embaixo!) nas redes sociais: um post contando como me organizo pra viajar com pouca bagagem… e muitas opções de look!

mala de viagem como fazer 0 copy

Desta vez foram quase dois meses com a mesma malinha, que tem as proporções permitidas para embarcar no avião. Claro que queria ter comigo mil roupas e sapatos, mas quem iria arrastar tanto peso em todos os deslocamentos por Ar, Terra & Mar? rsrsrs… Pegar tempo frio e quente, ainda arranjar espaço pras comprinhas?

Tratei de desapegar e usar meus truques de styling em benefício próprio, para dar conta disso sem enjoar das minhas roupas ou me sentir mal vestida. Então se você tem um desafio em forma de mala pela frente, acho que posso ajudar com algumas dicas!

Pra viagem ser um sonho, é preciso uma boa dose de realidade na preparação. Vale muito ser criativa, separar instintivamente as peças que gostaria de levar pra passear. Mas já priorize o que é adequado ao clima e tipo de lugar. Costumo deixar tudo em cima da cama e fazer uma pausa pro café.  Na volta, vejo quem está “conversando” melhor. Sem focar numa só paleta, brinque com cores, texturas, prints… e pretinhos nada básicos.  O ideal é combinar diversidade com harmonia.

Pequenos detalhes fazem grandes diferenças…

detalhes mala de viagem

mala de viagem lenco

fe prats lenco

Antes de partir pra matemática, afine o estilo. Dê especial atenção às peças-curinga (elas não precisam ser sem graça!) que podem ter algum detalhe bacana e DEVEM ter bom caimento, em tecido que não amasse. As peças pra noite entram nessa leva de neutros-com-bossa.  Assim também rola de misturar nas composições de dia, pra dar um up.

Aí, a equação começa pelo resultado.

Calcule a quantidade total de looks que vai precisar, considerando o tempo que ficará fora e as trocas. Esse número não é pra te levar ao desespero! Divida pela quantidade de partes de baixo que elegeu, incluindo aí os vestidos.

Reduza! Dá para repeti-las em looks diferentes, várias vezes. O mesmo raciocínio vale para as partes de cima, que ganham novos ares com acessórios e sobreposições – por isso adoro levar camisas, casaquetos e lençosEdite mais um pouco, já que alguns desses itens serão comprados por lá, né?

Eu passei 50 dias com 10 “partes de baixo”, 8 calçados e um nécessaire quase vazio… que voltou transbordando, hehehe!

sapatos na mala

Escolhi uma bolsa com opção de alça normal e carteiro, pra não cansar. Levei também uma menorzinha, mais arrumada, e uma “mochila pra bate-volta”, que também ajudou a dividir o peso no vôo de retorno.

como arrumar uma mala compacta

Não tenho dúvidas de que o melhor critério pra se fechar bem uma mala é o da LEVEZA. Em todos os sentidos.  E, se tem um item que enche os olhos sem fazer volume, é o sorriso estampado no rosto de quem está curtindo a viagem!

mala de viagem como fazer 1

*Detalhe: fiz a foto da mala, que você viu lá no começo do post, para comemorar o recebimento da mala, que foi extraviada no võo de volta. Foi um alívio recuperar minhas coisas e também as compras…  Sim, na foto ela estava lo-ta-da, por isso eu despachei.  E levei uma mochilinha bem cheia como bagagem de mão. Não dá pra ser tão desprendida assim, né?

rodape novo fe prats

 
 
 
 

Refresco à finlandesa by Fe Prats


 

(Antes de você começar a ler o post da Fe Prats – a saga escandinava dela continua aqui em J&M! – só uma observação minha:

Eu já tinha falado que tenho loucura pelos países frios, mas a cidade que Fe traz pra gente hoje é mais do que especial. Não sei porque, mas Helsinki sempre foi o lugar que mais tive vontade de conhecer. Nunca estive lá, ainda irei, mas pra mim a Finlândia tem algo mágico, distante, diferente, inatingível, não sei bem explicar, que mexe com a minha imaginação… Obrigada, Fe, por mostrar um pouco dessa terra pra gente! <3)

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Pensei que não teria muito o que contar de Helsinki… Estar por lá no auge do verão fez com que eu me sentisse meio que de férias – e também me desligasse dessa história de “Terra do Papai Noel”. Encontrei um amigo que já conhecia a cidade e me deixei levar, despretensiosamente. A gente andava o dia todo, a noite toda, com roupas leves e havaianas nos pés. Ficávamos papeando às 3 da madrugada pelas ruas… e, de repente, clicava: que segurança! que educação! que estilo escandinavo carregado de influências soviéticas, tão diferente do que eu já estava assimilando!

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Confesso que fiquei meio decepcionada com o Normcore vigente… nada muito inspirado, sabe?

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Além de uma galera cafoninha mesmo, de cabelo e saia mullet ou look gótico tipo “festa à fantasia”. Também, os shoppings e lojas mais populares pareciam templos comunistas em vez de templos consumistas kkk

E minha expectativa era algo na vibe da Marimekko, marca finlandesa de moda e housewear, celebradíssima em toda a Escandinávia pelo colorido dos prints exclusivos, famosa desde os anos 60 quando ninguém menos que Jaqueline Kennedy vestiu na campanha presidencial #támeubem?

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Claro que comprei uma peça “na fonte”:

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Depois, fui checar uma loja bacaninha de second hand no Design District (que é mais focado em lojas de decoração e galerias):

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Errando um caminho, descobrimos a Weird Antiques – mix de loja, bar e túnel do tempo, com direito a mobiliário de avião da Pan Am, muitas peças vintage e uma turminha old school bebericando ao som de Elvis à beira-mar. Novo clique: o melhor não está escondido, é só procurar fora da caxinha (ou dos guias).

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Claro que amei os museus e pontos turísticos, me emocionei na igreja escavada na pedra

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…E ao ver flores nos canhões de Suomelina, a ilha-fortaleza:

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Mas curti bem mais os rolês de metrô, a prainha que ficava perto de um cemitério com jeitão de russo…

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…E, ai que delícia, uma sauna tão secreta que muita gente da cidade nem conhecia – e a dona me pediu encarecidamente para não divulgar, mas posso dar o contato inbox para quem for mesmo pra lá, ok? Nada de sacanagem, o diferencial é que a gente pode se refrescar direto no mar quando sair do calorão.

Nossa, ainda nem contei do estádio Olímpico de 1952 onde me hospedei por um tempo num legítimo alojamento para atletas, junto ao complexo de piscinas que era um dos “points do verão” e orgulho dos finlandeses, fanáticos por esporte.

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Das ruas largonas, com prédios imensos de arquitetura tão diferente entre si que me dava a sensação de ser uma mosquinha pousando numa colcha de retalhos.

predio

Da escrita bizarra, cheia de letras repetidas (adoreeeeei!!!), e palavras diferentes como Ravíntola, Kausi, Hiukset, Kenkä, Jäätelö” para Restaurante, Estação, Cabelereiro, Sapato e Sorvete, nessa ordem.

museu-escrita-bizarra

palavras

De como também me apaixonei pelas personagens fofinhas de Tove Jansson, que rivalizam em popularidade com o Papai Noel por lá:

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TJ-lojinha-museu

Bom, só “peguei no tranco” quando meu amigo foi embora. Aí fiz saia de camisa, me joguei nos bate-volta pra lugares que podia acessar facilmente a partir dali (Taillin, capital da Estônia e Saint Petesburgo na Rússia) e decidi prolongar a trip até a Islândia… mas isso eu conto depois, tá?

Até o próximo post, beijosssssss!!!

rodape novo fe prats

 
 
 
 

Fe Prats voltou!


 

fe prats glamour

Ai, confesso que rolou um certo bloqueio criativo desde que entrei de novo na “vida loka” de São Paulo. Mas ainda tenho muita muita muita coisa pra dividir com vocês sobre o rolê pela Escandinávia

Com essa SECA toda em Sampa, bateu uma saudade monstro de Copenhagen. Foi lá que eu comecei a curtir o verão nórdico, com direito a passeios de barco, champagne, lagosta e nadadinhas em plena cidade.

filosofia

deck copenhagen

champanonyhavn

rest.nyhavn

fe gata

Sério, isso não é muito divulgado para os turistas, mas á só esticar um pouquinho a caminhada à beira dos canais para encontrar decks onde as pessoas tomam sol e se jogam na água – limpíssima por sinal. Tem até uma espécie de balsa, com piscinas rasinhas para as crianças brincarem.

deck copenhagen 2

rest.no deck

A cidade tem praias “de verdade” que são meio feiosinhas e afastadas. Inclusive uma delas fica perto da estação de metrô, dá pra imaginar? Só que achei bem mais interessante essa possibilidade de um mergulho rápido no meio do dia. E sem ficar melada de sal ou areia!

Quem não tem a sorte de conhecer um belo dinamarquês que tenha barco (hehehe)…

passeio de barco

…pode alugar caiaque ou um bote movido a energia solar. Não precisa ser marinheiro nem capitão, a empresa (www.goboat.dk) garante toda assistência para que qualquer um possa pilotar.

barco copenhagen

caiaque copenhagen

Se faltar coragem ou tempo, faça pelo menos um dos tours tradicionais que saem do Nyhavn para ter uma noção melhor da cidade, pelo ponto de vista “aquático”. Tem até um bairro conhecido como Little Amsterdam.

Ah… e Copenhagen ainda tem outra semelhança com a capital holandesa. O consumo de drogas como maconha e haxixe é liberado na comunidade de Cristiania, que foi fundada por hippies nos anos 70 e hoje chega a ser considerada ponto turístico. Pena que não é permitido fotografar lá dentro. Estava um dia lindo e tudo é tão colorido… tentei dar uma disfarçada com o celular, mas logo estavam me olhando feio… rsrsrs

christiania

brozeada kkk

Também foi bem difícil fazer as fotos de moda nas ruas, que você pode ver nos posts do amor e das saias.  No verão a luz é muito forte e as pessoas são muito apressadas por lá! Tive até medo de alugar bike, apesar de estar louca para experimentar as que vinham com GPS….

bikes com GPS

Então, da próxima vez vou contar mais do lifestyle, comidinhas, comprinhas, ok? Prometo não demorar!

nyhavn2

beijo, Fe.

rodape novo fe prats