11 provas de que você não é obrigada a nada


 

Lá vai a revista, a vizinha, a mãe, a amiga, a TV e a consultora de moda dizer o que você pode e o que não pode usar:

1. “Gorda não pode usar roupa justa”

tara lynn gorda calca justa

Não me diga.

2. “Cabelo afro tem que deixar ‘baixinho'”

cabelo afro lindo

Cê jura.

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Olha, ela é gorda


 

espelhook

Esses dias uma modelo gringa estava no vestiário da academia e filmou uma moça se trocando, depois postou no snapchat. Ela fez isso porque a moça em questão era gorda. Então a tal modelo escreve o seguinte junto à imagem da gorda: “Se eu não posso ‘desver’ isso, vocês também não podem”. E isso foi postado no snapchat. Que tal?

Fiquei horrorizada no último grau quando li essa história (se quiser ler, clica aqui). Claro que expor a privacidade alheia já é o suficiente para deixar qualquer um em choque, mas não foi isso que me deixou assim perplexa. Foi o fato de que, realmente, a gordofobia ainda é algo aceitável por muita, muita gente. MUITA GENTE acha que tudo bem rir de quem é gorda.

Xingar quem é gorda.

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Esqueci do espelho e… Viramos amigos


 

juliana ali

Tenho sentido uma mudança gradativa em mim, acontecendo aos poucos, talvez nos últimos dois anos, em relação a minha auto imagem. Notei mais forte recentemente, desde que mudei de casa.

Aqui, na casa nova, não tinha nenhum espelho de corpo inteiro. O maior era o do meu banheiro, grandão de largura, mas que de altura chega até minha coxa, por conta da bancada da pia. Nos quartos, nada. Logo que mudei, há quase quatro meses, pensei: “Precisamos comprar um espelho pra ver a gente inteirinho, vou providenciar isso urgente”.

Só que até agora ainda não comprei esse espelho. Desde que estou aqui monto meus looks assim, meio sem olhar, só vendo da coxa pra cima e imaginando que “deve estar bom” da coxa pra baixo. E tá ótimo.

Me liguei que tenho me olhado muito menos no espelho. Às vezes passo o dia todo e não me olho no espelho uma única vez. Nem pra ver se o cabelo tá bom, se apareceu alguma espinha, nada. Esqueço. Não penso nisso.

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Mais empatia, por favor


 

(Senta que lá vem textão. Quer dizer, senta se você quiser ler o textão, claro. E não, isso não é um pedido de desculpas pelo textão. Nunca entendi quem se desculpa por textão, afinal ninguém tá abrindo o olho do leitor á força, estilo Laranja Mecânica, e obrigando a ler, não é mesmo? ahahahaa Lê quem tá interessado. Senão, pula. Enfim.)

empathy-ecstasy_feature

Desde que aconteceu o estupro da menina por 33 homens não consigo pensar em outra coisa. Fiquei extremamente abalada. Por inúmeros motivos. Parece que o caso abriu uma caixa de Pandora e de dentro dela saiu tudo quanto é coisa. Mas esse textão aqui não é sobre o estupro em si.

Falei muito sobre o estupro na minha página pessoal do Facebook nos últimos dias, então se você quiser saber o que penso, é só ir lá.

Esse textão é sobre um pensamento meu que se desdobrou a partir do caso. É sobre EMPATIA.

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Bela, recatada, do lar e prega a sororidade


 

moca nao somos rivais te amo irma

Uma das partes mais bonitas do feminismo, pra mim, é a sororidade. Me empolgo com a possibilidade das mulheres não se verem como competidoras em uma eterna batalha, sempre lutando umas contra as outras. Competindo pra ver quem é a mais bonita, quem é a mais esperta, quem vai ganhar aquele cara. Afinal, a realidade é que estamos todas no mesmo barco. Deveríamos ser amigas.

Sei – e entendo – que é um conceito romântico. Tem gente que é competitiva por natureza (independentemente de gênero), tem gente que foi ensinada a vida inteira que as outras mulheres são o “inimigo” e isso é difícil de eliminar assim de repente, tem gente que deixa a inveja (absolutamente natural em qualquer ser humano) atrapalhar essa sororidade (O auto corretor fica mudando “sororidade” para “sonoridade”, acredita? Não reconhece nossa palavra… Pra você ver como o conceito é novo). Mas a gente devia tentar. Todo dia. Perceber.

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A busca constante por um estilo pessoal


 

meu estilo atual

(eu quero isso)

Ás vezes tô andando na rua, passa uma pessoa, olho pra ela e penso: “Meu, por que eu não saí assim?”. Eu queria estar com a roupa dela. Queria ir lá, bater no ombro e dizer: “Ô, desculpa, mas você roubou meu estilo, tá errado, vamos ali no cantinho trocar de roupa, isso aí devia ser tudo meu”.

Talvez isso já tenha acontecido contigo, talvez não, mas fato é que acontece comigo de vez em quando e eu fico absurdada porque, normalmente, as roupas que a pessoa “roubou” do “meu estilo” não são roupas que eu tenho parecidas no guarda roupa. Por que será?

Estilo pessoal é algo engraçado, não só porque é difícil de encontrar, mas também porque muda de tempos em tempos. Sei que tem gente que não, tem gente que mantém um mesmo estilo por longos períodos da vida. A Costanza Pascolato é uma dessas pessoas, ela mesma me contou nessa entrevista aqui, que deu pra J&M um tempo atrás.

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Mudar é bom!


 

Antes de tudo, quero pedir desculpas por ter ficado uma semana sem postar no blog. Em cinco anos de Juliana e a Moda, essa foi a primeira vez que passei tanto tempo sem postar, acredita?

Mudei de casa essa semana. Foi esse o motivo da ausência. Eu não fazia a menor idéia do que era passar por uma mudança com dois filhos pequenos. É a coisa mais doida. Fiquei cinco dias enlouquecida. Eu, que sou tão prática e organizada, quase pirei.

É que passei 12 anos no meu antigo apartamento. Quando mudei pra lá, era só eu. Foi fácil. Foi na agora intitulada “casa velha” que casei (duas vezes), foi lá que tive meus filhos, foi lá que fiz e desfiz uma carreira como jornalista e editora de moda, foi lá que criei este blog. Foi lá que, basicamente, tudo de importante que aconteceu na minha vida aconteceu. Fui muito, muito feliz na casa velha. Deixei um lugar cheio de good vibes para a nova dona – que, por coincidência, também é jornalista.

fe se despede da casa velha

(última foto do Fe na casa velha – já vazia)

Vim para a casa nova – de onde escrevo agora pra vocês – porque precisava de espaço. Não dava mais. Agora moro em um apartamento grande, de gente grande, cheio de quartos pra todo mundo, um escritório bárbaro só pra mim e a varanda que eu queria. Teodoro está maravilhado porque agora tem um banheiro só pra ele. E mamãe está toda orgulhosa dessa nova conquista. E da nova fase.

E é nova fase em muitos sentidos. Tem sido uma nova fase já há algum tempo, e ela foi coroada agora, com essa mudança de casa. Na verdade, as mudanças começaram no dia em que Carmen nasceu, exatamente um ano, quatro meses e dezesseis dias atrás.

Vem que vou te contar tudo.

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Oscars 2016: Foi tranquilo, foi favorável


 

resumo oscar 2016

Vamos falar sobre o Oscar então.

Claro que você já sabe tudo o que rolou a essa altura do campeonato (já é fim de tarde de segunda, afinal). Já viu no Face, viu na TV, enfim, os memes estão comendo soltos (viva a Internet!). Então não vou te contar novidades, vou fazer como sempre, como fiz inclusive no Globo de Ouro: dar minha opinião sobre o que estou a fim de dar opinião.

Bora.

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Sobre maternidade – e duas Julianas


 

ju-gravida-2

O desafio maternidade e o texto da menina que não topou o desafio – e ainda fez um desabafo mega honesto no Facebook – acenderam um debate intenso sobre ser mãe. Todo mundo inflamadíssimo. Por que essa história mexeu tanto com tanta gente?

Antes de tudo, aviso: Esse texto não é para discutir a ferocidade (e a facilidade) com que as pessoas demonizam os outros na Internet – embora o assunto mereça discussão. Nem para discutir a legitimidade do tal do “desafio maternidade” – embora o assunto também mereça discussão.

Esse texto é sobre minha experiência com a maternidade, muito pessoal, e uma mensagenzinha de otimismo para a menina que está odiando seus primeiros dias como mãe.

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39 anos e a passagem do tempo


 

39 anos

Hoje faço 39 anos. Trinta e nove. Nesse momento, sou um poço de clichés.

Pra onde foi o tempo?

Ainda me sinto uma menina.

Me olho no espelho e vejo uma menina de 20 anos ainda.

Não consigo nem reconhecer marcas de expressão no meu rosto quando olho no espelho, de verdade. Preciso ver uma foto, um vídeo, algo fora de mim, para poder entender que o tempo passou e eu tenho realmente a cara de uma mulher de 39 anos.

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