16/05/2013
mil redes sociais e uma blogueira

apps redes sociais

Imagina a importância das redes sociais para uma blogueira? Não é só diversão. É também obrigação. Claro, é uma obrigação divertida.

Mas pensa comigo:

Tem o Facebook. Além do perfil, rola a Fan Page. Super importante para conversar com leitores, super importante para que as pessoas fiquem sabendo o que rola no blog.

Daí tem o Twitter. Outro que já é um “clássico” no quesito espalhar informações úteis e inúteis (que normalmente são as mais legais hehhee).

Aí o Instagram (meu preferido e, não coincidentemente, o que atualizo melhor e com mais freqüência). Esse cresceu tanto que deixou até o Twitter para trás, todo mundo quer seguir a gente no Instagram e vice versa.

Bom, só CHECAR TUDO o que está rolando em todas essas redes já é uma façanha em si. Agora imagina atualizar e lidar com tudo isso? Fora o blog?

E agora me apareceu o Dujour. Conhece esse?

Você posta seus looks e conta de onde são as peças, é tipo um micro look do dia, resumidinho, para todo mundo ver. O esquema é como insta: você segue as pessoas, curte as fotos, elas te seguem, curtem tuas fotos.

dujour juliana ali copy

Entrei no Dujour há dois dias. E tô tentando me manter em dia com ele, assim como com todas as outras redes.

Você pode me perguntar: “Tá reclamando do que? Se quiser, não precisa fazer nada disso!”. Acontece que eu QUERO!

É muito viciante, é gostoso (pra mim é tipo um videogame, sabe, que prende a atenção quase sem querer), faz parte do meu trabalho – e eu amo meu trabalho. E, confesso: Não quero estar de fora #prontofalei. Não sei nem se posso me dar ao luxo de estar de fora.

Mas… e você?

O que acha de tanta rede social? O que faz com tanta informação? Você gosta? Mais do que isso, consegue acompanhar esse ritmo maluco de novidades?

Ah, e nem te falei ainda do Mobli… Vi todo mundo entrando, já baixei no meu Iphone, ainda não tive coragem de abrir. Alguém recomenda?

Leia Também
09/04/2013
meia rica, meia magra, por favor

meia rica meia magra

Anos atrás, quando eu ainda era solteira e morava com a minha irmã, a gente tinha uma brincadeira. Sabe, essas private jokes bobas que ficam apenas entre você e mais alguém, e sempre que vocês lembram, acham graça?

A gente pedia muita pizza na época. Imagina, duas meninas, morando juntas, sem nenhum dom pra cozinhar. Pois é. Vira e mexe, era pizza. E toda vez que eu perguntava pra Marianinha (a irmã) qual sabor ela queria dessa vez, a resposta era sempre a mesma: “Pede meia rica, meia magra!”. E a gente caía na gargalhada.

E às vezes eu pedia mesmo, brincava com o cara da pizzaria, falava assim: “Moço, façavor, traz uma meia rica, meia magra, e vai logo, que eu já tô esperando por isso há muito tempo!”. Ele ria comigo, achava que eu era maluca, mas a pizza sempre chegava meia muzzarela meia calabresa mesmo.

E nós duas  sempre esperando ficar rica e magra como se fosse um passe de mágica, como se desse pra pedir por telefone.

Hoje, por acaso, uma menina deixou um comentário aqui no blog e o endereço dela era algo como ricaemagra.com. E isso me fez lembrar da pizza que eu e Marianinha tanto queríamos receber na nossa porta.

Agora, estou um pouco mais perto de comer uma fatia da pizza meia rica, e um pouco mais longe de comer uma fatia da meia magra (eu era magérrima, mas achava que não era). E fiquei me perguntando por que a gente quer tanto ser magra e rica. Eu ainda busco essa pizza, todo dia, evitando comer as coisas erradas, passando certas vontades, trabalhando muito, mais e mais.

Ok, ok, rica é mais fácil de entender, dinheiro resolve problemas, todo mundo sabe disso. Mas será que não seria mais bacana a gente tentar um equilíbrio entre trabalhar um pouco menos e ganhar um pouco menos e se divertir um pouco mais e se divertir com outras coisas?

E magra então? Por que tem que ser magra, jesuis? Por que a gente quer ser tão magra e por que todo mundo quer que a gente seja tão magra? No meu caso, a batalha é mais com todo mundo. No meio em que trabalho, se eu não for magra a coisa não vai funcionar muito bem. É fato! Aprendi que é assim! Eu tenho que ser magra pra sair bonita na foto, pra poder usar todas as roupas que todos nós vamos achar bacanas, pra poder estar à altura de tanta linda que faz blog por aí!

E vocês também, cada uma por seu motivo, sentem essa pressão, não sentem? Eu não aconselho ninguém a largar mão e engordar horrores, ser muito gorda é difícil, sem falar que não é saudável.

Mas temos mesmo que tentar ser tãaaao magras? E tãaaao ricas? Será que não seria mais bacana tentarmos ser tãaaao felizes? Buscar certa paz? Certa resignação, no bom sentido da palavra?

Sinceramente, preciso de ajuda com as respostas dessas perguntas, admito. Não tenho muita certeza de nada.

Só sei que ser rica e magra não é fácil.

E só sei que, na hora em que a gente dá um pause na correria da vida, queremos outras coisas. Queremos alguém pra amar. Alguém que ame a gente. Um conforto simples, como um cobertor e um livro. Um abraço gostoso. Um olhar compreensivo. Uma companhia leal.

Quer saber, se você já tem tudo isso (eu tenho, graças a Deus!), desencana de pedir pizza. Seja grata, valoriza, e fique feliz.

E, se não tem, pede uma pizza meia paz e meia amor. Descobri que é mais gostosa.

Leia Também
18/02/2013
cara delevingne e o “se achismo positivo”

Sabe qual foi a grande tendência da semana de moda de Nova Iorque? A trend que foi unânime em TODOS os desfiles?

Essa:

cara delevigne prataA CARA DELEVINGNE.

Nada brilhou mais do que essa moça. Em todas as passarelas. Ela é a IT PEÇA de 2013. Ela bomba. Ela arrasa.

E eu fiquei aqui pensando: POR QUE A CARA DELEVINGNE É TÃO INCRÍVEL?

cara delevigne incrivel

E eu percebi. Bora do começo.

Quando criança, eu já era apaixonada por revistas de moda. Na minha casa tinha todas: Vogue, Vanity Fair, Glamour, todas. Minha mãe sempre trabalhou com isso e eu tive o privilégio de ter acesso às revistas gringas mais difíceis de encontrar (e caríssimas, quando encontradas) naquela época.

Quando via as modelos, já adolescente, sempre pensava: “Isso é um trabalho bom, hein? Fica parada sendo linda e deixa o fotógrafo clicar. Ganha rios de dinheiro. Vai pra casa descansar a beleza”.

Adulta, comecei a trabalhar com essas meninas todas. Editei e produzi ensaios fotográficos com dezenas e dezenas de modelos diferentes. Selecionei meninas em castings nas maiores agências de São Paulo. Um pouquinho mais adulta ainda, fui para o outro lado da câmera. Não como modelo, claro. Mas, mesmo assim, como blogueira, sou fotografada o tempo todo. Em eventos, em matérias para revistas, nos looks do dia que faço direto.

Há um bom tempo descobri que a vida das modelos não é fácil. Todo mundo já conheceu ou conhece alguém que tentou ser modelo e não vingou. E as pessoas dizem: “Por que será? Ela é tão linda, é perfeita!”.

Acontece que ser modelo não é sobre ser linda.

Quando eu era editora de moda da revista Nova, trabalhei muitas vezes com a fotógrafa Mari Queiroz, uma pessoa querida e uma profissional competente. Ela sempre dizia assim, pras modelos, na hora dos cliques: “ACREDITA! Vai gata, ACREDITA!“. Daqui a pouco, de novo: “Linda, você não está ACREDITANDO! ACREDITA!“.

E eu, do lado, me ligava que, na maioria dos casos, aquela palavra, ACREDITA, não significava nada para a modelo (e tenho certeza que a Mari também percebia).

Ser modelo significa acreditar. Em várias coisas. Acreditar NELA MESMA, antes de tudo. Se achar sensacional. Acreditar que você é linda, que você é sexy, que você pode, que você tá arrasando, que você tem atitude, que você tem per-so-na-li-da-de.

Isso aqui é a cara de uma modelo ACREDITANDO:

cara delevigne rosa

Meu, se liga nesse olhar. Eu mataria metade da Ford Models para encontrar esse olhar em um casting alguns anos atrás…

Gente, acreditar não é fácil. Acreditar é ser confiante. E confiança em si mesma começa a ser construída muito cedo, cedo demais, muito antes da menina decidir ser modelo e muito antes de saber se vai ser linda ou não quando tiver idade para ser modelo. Acreditar vem antes de ser linda.

Quando comecei a aparecer na foto, e não criar a foto, eu fazia tudo errado. Não sabia que tinha uma expressão certa que fazia meu rosto melhor. Não sabia que a maquiagem importava tanto. Não sabia qual a posição que deixava meu corpo mais bonito. Que me fazia mais alta. Qual o melhor sorriso. Descobri que é difícil pra porra, tudo isso. Hoje, acostumei. Já sei essas coisas. Mas precisei ver mil fotos péssimas de mim mesma para sacar.

E eu não sou modelo! Não preciso ser linda, embora sempre ACREDITEI. Sempre. Culpe minha mãe, quem mandou ela passar a vida inteira me dizendo que eu era a mulher mais bonita e inteligente do mundo?  A gente acredita na mãe. Depois vira adulta, descobre que era mentira dela, coisa de mãe coruja, mas aí já está dentro do coração.

Mas imagina pras modelos? Que dureza? Elas sim, têm que ser perfeitas. Elas vivem de acreditar. Não acreditou? Então baby… Você pode ser mais gata que a Gisele, não vai fazer a me-nor diferença. Você, então, é só mais uma menina linda.

A Cara Delevingne acredita tanto, mas tanto, que a beleza dela (que é de tirar o fôlego até da mulherada) fica em segundo plano.

Ela acredita em rir:

cara delevigne sorrisao

Ela acredita que é incrível ao ponto de não ter medo de ser ridícula:

cara delevigne careta

Ela acredita no carão:

cara delevigne carao

Sabe o que a gente devia fazer?

Devíamos adotar essa grande tendência das passarelas da New York Fashion Week 2013 com tudo, esse ano. Praticar o “se achismo positivo”. Eu vou. Já tô praticando, aliás.

E você?

Leia Também
04/02/2013
e esse vine, hein?

Vocês já viram esse app novo do Iphone, o Vine?

Tá dando buxixo, então baixei e comecei a usar. Ainda não sei se gostei.

vine

É tipo um Instagram com vídeo e áudio. Você grava um micro vídeo de uns 5 segundos e joga lá.

O resto é igual ao Insta. Quedizê, mais ou menos.  Vamos aos prós e contras:

PROS1. Uma “foto em movimento” é, em teoria, mais legal que uma foto parada.

2. Poder ouvir a voz da pessoa falando, comentando algo ou rindo é bem divertido.

3. Dá para fazer “micro tutoriais”. Vi gente ensinando a passar um delineador em 5 segundos, vi gente mostrando como fazer uma receita de bolo em 5 segundos.

4. Dá para fazer umas “mágicas” que ficam bacanas. Vi umas loucuras de gente que sabe brincar bem com o app… As possibilidades são inúmeras.

5. Dá para compartilhar os vídeos automaticamente no Twitter e no Face. Também dá para subir no YouTube. E eles ficam salvos no celular, dá para baixar para o computador.

divisorias

1. Não dá para procurar amigos que usam o app via Facebook, como no Insta. Só via twitter.

2. A coisa do áudio é bárbara mas também pode ser pentelha. O vídeo fica “looping” eternamente, ou seja, começa e acaba e contrascomeça e acaba… Chega uma hora que você não agüenta mais ouvir aquela mesma palavra ou risadinha do dono do vídeo. Fica tipo disco riscado.

3. O app é totalmente proibitivo em lugares públicos. Imagina você sentada no restaurante/mesa do trabalho/sala de espera e aparece uma gritaria no vídeo de alguém. Super chato. Além disso, não dá para fingir que você está fazendo algo “sério” no celular, né? Todo mundo cata que você tá de brinks.

4. É muito difícil fazer um vídeo REALMENTE bacana. Esses com mágica e tal. Dá preguiça. Como no Insta, a gente quer algo rápido, para mostrar o momento, não quer passar horas bolando algo inteligente pro povo ver. Pelo menos não a maior parte do tempo… Então, 90% dos vídeos acabam sendo meio bobinhos.

5. Ás vezes o vídeo não finaliza, dá pau. Não sei por que. Deve ser algum problema que os caras ainda têm que aperfeiçoar. Aconteceu várias vezes comigo, mas ok. Imagina se acontece com o cara da receita de bolo… Eu ia quebrar o telefone! Pessoa passa horas filmando segundo por segundo, faz um bolo completo e dá pau no final? Isso me desencorajou a tentar fazer um vídeo mais complicadinho.

divisorias

Qual sua opinião? Parece bacana? Devo investir? hehehehee

Enfim, se você tiver o Vine/resolver baixar e quiser me seguir, é @julianaali. E, aproveitando, no Insta sou @julianaali também.

Leia Também